Mostrar mensagens com a etiqueta Letras e Línguas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Letras e Línguas. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Prémio Nobel da Paz


     O Prémio Nobel foi criado por Alfred Nobel. Dos cinco prémios, vou destacar o Nobel da Paz, atribuído a pessoas ou organizações que estejam envolvidas num processo de resolução de problemas, em vez de apenas distinguir aqueles que já atingiram os seus objetivos em alguma área específica. Os prémios são entregues anualmente, no dia 10 de dezembro.
     
     Em 1995, Joseph Rotblat (físico britânico) ganhou-o pelos seus esforços para diminuir o papel das armas nucleares na política internacional; José Ramos-Horta (presidente de Timor Leste), em 1996 pelo seu trabalho rumo a uma solução justa e pacífica para o conflito no Timor Leste; e Jody Williams (ativista americana) pelo seu trabalho na proibição de minas terrestres, em 1997. Estas são três das muitas figuras a ganhar o Prémio Nobel da Paz, atribuído anualmente desde 1901.


     O prémio pretende recompensar,a cada ano, pessoas que prestaram grandes serviços à humanidade, e em que a nacionalidade das pessoas não é considerada. Este prémio é muito importante porque visa alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo, e também reconhecer as pessoas que contribuem para o bem estar da humanidade.

Francisca Andrade, 7º D, nº 10

terça-feira, 12 de abril de 2011

Concurso Literário João Grave 2011

Integrada na VI Semana Cultural de Vagos, decorreu, no dia 03 de Abril de 2011,  a cerimónia de entrega dos prémios do Concurso Literário João Grave, subordinado ao tema “Vagos e a Multiculturalidade”.
A participação do Colégio, apesar de mais reduzida que em anos anteriores, permitiu o reconhecimento das competências de escrita dos nossos alunos, que venceram nas seguintes categorias:
ü  Categoria C – Mariana Gadelho Gonçalves, 6º B, com o texto “Vagos e a Multiculturalidade”;
ü  Categoria D – Mariana Francisca Nogueira Oliveira, 8º D, com o texto "Bailado Intercultural".

Mariana Oliveira e Mariana Gonçalves


OS TEXTOS PREMIADOS


Vagos e a multiculturalidade


Olá…
Uma história vou contar,
É sobre o Lelo, meu amigo
E a Dona Sulimar.

Eu, portuguesa de gema,
Em Vagos estou a crescer,
O Lelo meu amigo,
Acabou de para aqui vir viver…

A Dona Sulimar,
Da Venezuela emigrou.
Gosta desta calma,
 E para aqui se mudou.

O Lelo é africano,
Até lhe chamam “preto da Guiné”.
Ele já sorri e diz:
- Quem o diz é quem o é…

No outro dia a brincar,
O Lelo começou a cantar.
Não percebia o que dizia,
Mas até gostei do cantarolar…

Pois a Dona Sulimar,
Ouviu-nos no jardim.
Ofereceu-nos o lanche
E contou-nos assim…

- Sabem meus meninos,
Andei muitos anos na Venezuela…
E nunca fui tão bem tratada,
Como aqui nesta ruela.

O Lelo, de boca cheia….
Também concordou.
Aqui em Vagos,
Tudo lhe agradou.

-  Dona Sulimar,
A praia da Vagueira,
É um rico lugar,
É pena que o Verão,
Passe a acelerar.

A Zoeh Yann,
Fiquei a conhecer,
Numa loja chinesa,
Tudo queria vender.

Sabe as lojas chinesas,
Onde tudo se vende.
Dona Sulimar,
Veja se entende…

Depois do lanche,
Fomos brincar.
Apareceu o Fred,
Para nos acompanhar.

Ele é inglês,
Uma fada do lar.
Nunca sai de casa,
Sem se arrumar.

Gosta de chá com leite,
De scones e chocolate.
Gosta desta escola,
E de fazer “xeque-mate”.

Joga xadrez,
No clube da malta.
É um bom amigo,
Nada lhe falta.

Este é o meu grupo,
Amigos de verdade.
Cada um tão diferente…
É isto a multiculturalidade.

Ainda não acabei,
Falta o mais importante.
O respeito e a amizade,
É o mais relevante.

Somos todos diferentes,
Vagos é a ligação.
Já somos amigos,
                                               Amigos do coração.
                                                                     Mariana Gonçalves, 6º B


***************************************************************************


 
                                               Bailado Intercultural


Outrora,
Partiram nas asas do sonho
E rumaram em direcção
Às terras prometidas
Do trabalho e do pão.

Romperam leis, fronteiras, obstáculos,
Línguas, culturas, preconceitos…
Fortes e frágeis na luta pela vida.

E em cada esquina
Tropeçaram,
Caíram,
Vacilaram
Nas tempestades da travessia,
Que no mar ou no deserto
Frustra o sonho.

Teimosos,
Voltaram a erguer-se
O Sonho e o emigrante;
E, nas asas do vento,
Venceram ambos o caminho.

Hoje,
Em sentido inverso,
Outros partem nas asas do sonho
E buscam o horizonte
Nas brancas terras arenosas de Vagos,
Outrora acariciadas pelo mar,
E salpicadas pela imensa floresta verde.


Vêm dos cinco Continentes
E mesclam,
Num bailado intercultural,
O azul, o verde, o preto,
O amarelo e o vermelho.

Outrora como hoje,
O sonho se faz raiz,
Broto, tronco, árvore, flor, fruto…
E no chão de uma nova pátria planta raízes,
Que hão-de forjar uma cidadania sem fronteiras,
Onde acima da raça, língua, cultura, religião…
Está o Homem,
                                               Está a Vida.

                                                                               Mariana Oliveira, 8º D

quarta-feira, 6 de abril de 2011

“O Colégio vamos colorir para o mundo sorrir”



A nossa Área de Projecto do 6ºD
  
No início do segundo período, começámos por explorar os espaços envolventes do colégio e verificámos que havia plantas invasoras, entre as quais as acácias que deveriam ser substituídas por outras árvores. Organizámos grupos para realizarem as várias tarefas: escrever cartas para os viveiros, para o director do colégio e para a junta de freguesia de Calvão; encenação da peça de teatro “A vida Mágica da Sementinha”, o concurso de poesia “Floresta, Energia e Água” e o trabalho de campo, que consistiu em desbastar plantas invasoras e plantar  espécies da nossa região.
            Tivemos a ajuda de alguns professores como: Alírio Dinis, para plantar os arbustos e flores    nos espaços exteriores do colégio; Manuel Pereira (arranque de acácias e plantas invasoras) e Graça Conceição,  para redigir as cartas e pedir patrocínios aos viveiros da nossa região de acordo com o planeamento do projecto “O colégio vamos colorir para o mundo sorrir”).
            Todas as quartas-feiras, durante as aulas de área de projecto, todos nós nos empenhámos em tratar um pouco mais do nosso espaço florestal que necessitava da nossa intervenção.
              Por acaso as flores que nós escolhemos foram as que melhor ficaram no espaço do colégio: as bétulas, os carvalhos, os loureiros, os pinheiros mansos, os Medronheiros, os plátanos, os choupos e outras variedades importantes para embelezar este espaço natural. Estivemos a plantar estas magníficas flores no 2º ciclo e no espaço envolvente do colégio.
            Deu algum trabalho, mas valeu a pena para proporcionar a toda a comunidade um ambiente mais colorido, mais alegre e mais saudável.
Peça de Teatro "A Vida Mágica da Sementinha"
             Foi uma boa experiência para quem não sabia trabalhar na terra, e nós a turma do 6ºD adorámos. Espero que façam também trabalhos assim, porque vale a pena fazê-lo pelo nosso colégio e se não formos nós a pensar em novas técnicas para melhorar o ambiente, nem tudo se torna realidade.
Este relatório foi realizado pelas alunas do 6ºD:Adriana Pinto, Eduarda Martins, Inês Rodrigues, Inês Pinto.


           

sexta-feira, 1 de abril de 2011

TEXTO DE OPINIÃO (por Jhonathan Santos, 11B)

O mundo vive hoje tão stressado que as pessoas nem prestam a mínima atenção a um gravíssimo problema do mundo actual: o isolamento e a exclusão social, um fenómeno que está em crescimento constante. Esta situação justifica-se hoje muito por causa do aumento de pessoas idosas que ficam abandonadas em suas casas, porque não têm família que as acolha, que são levadas para lares e/ou instituições de solidariedade social, que ficam sós, porque os filhos estão no estrangeiro, ou ainda porque uma doença as impede de conviver com outras pessoas.
 Isolamento social pode ser combatido pela sociedade. Por exemplo, através da promoção local de actividades de convívio com pessoas que se encontrem na mesma situação social, dando-lhes assim a possibilidade de confraternizarem mais (os intercâmbios). A existência de cursos de vária ordem, como jardinagem, artesanato, ou o aparecimento de Universidades Sénior são dois bons exemplos de iniciativas que vêm combater o isolamento dos mais velhos.
Não é só entre as pessoas mais de 65 anos que este fenómeno social está em crescendo. Também está a espalhar-se, e muito, entre adolescentes e jovens. A chegada das novas tecnologias veio revolucionar, sem dúvida, o modo de conviver e de se fazer amizade entre as pessoas. Hoje fazem-se muitos amigos virtuais, em sites como o Facebook, em que as pessoas se conhecem, fazem-se amigos, e até namorados.
As novas tecnologias vieram mudar muita coisa na sociedade contemporânea que as tornou pessoas reféns. Muitas vezes preferem conhecerem a pessoa pelo computador do que pessoalmente, não se chegando a saber se a pessoa existe mesmo ou não.
Este problema pode ser diminuído desde que haja boa vontade de todos para o resolver, se dermos um pouco do nosso tempo e, olharmos as pessoas que nos rodeiam, não pensamos só em nós mas também nos outros.
Temos de começar a mudar a mentalidade da sociedade actual. O que for feito hoje pode ajudar as pessoas a sair do seu isolamento e a ter mais respeito pelas pessoas idosas.

domingo, 13 de março de 2011

Poema para o meu PAI






Papá, és um campeão,

És forte como um leão.

Pai, és lindo e bonito,

Quando estás comigo,

És sempre meu amigo.

Pai, és querido e fofinho,
És meigo como um golfinho.

                      UM BEIJO
DO TEU FILHO TIAGO
Trabalho elaborado por: Tiago André Rumor
(aluno com NEE, 5ºB, nº27)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Poema Colectivo

mais uma gota para o mar
rio que corre sem água
arrepio que corre no corpo
o amor é um sorriso nos lábios
que prende até os mais sábios

esteja chuva, sol ou vento
é o tempo

dia de  Verão
que nunca mais tem fim
sol que aquece a alma
brisa que refresca a alma
e faz estremecer
a alma
de quem habita

o amor é
coca-cola com mentos
o amor é o sono
e custa acordar
o amor é sopa
que toda a gente vai provar

língua doce que engasga
vindima de uma artéria vital
o amor é o cão que guia o cego
sapato de cristal
(se não se cuida
cheira mal)

viagem apetitosa
que deixa sempre fome
borbulha que custa espremer
dói no momento
continua a doer

uma palavra sem fim

é o sorriso do olhar
chiclete colada no sapato
gasto

melodia para a vida?

caixa de alegrias e de trevas
é lume que aquece nos momentos mais frios
e que é preciso acender de novo

coração que bate
até parar

POEMA COLECTIVO SOBRE O AMOR – 10º C

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

RECRIAÇÃO 3 DA HISTÓRIA DO GATO MALHADO E DA ANDORINHA SINHÁ

(…)
O Gato Malhado decidiu, então, meter conversa com a Andorinha:
- Então, senhora Andorinha, conte-me o que a levou a ter ficado por cá, longe dos seus pais…
- Sabes, Gato, às vezes temos que fazer escolhas na vida, mesmo que não sejam as mais acertadas, porque a vida não é fácil. Durante todo o nosso percurso cá na Terra, teremos que tomar decisões, todas elas com vantagens e desvantagens, e nós é que decidimos se queremos correr o risco de seguir tais caminhos que nos podem trazer felicidade, ou de tomar sempre o mesmo rumo, que até pode ser mais seguro, mas não tão aliciante e inesperado.
- Hum... não percebo o porquê de tanta filosofia!
- Mas vais ver que um dia ainda vais perceber. – disse a Andorinha que, levantando voo, se dirigiu para a outra ponta da floresta.
O Gato Malhado ficou intrigado e muito pensativo… Porque seria que a Andorinha tinha tomado a decisão de ficar longe dos seus pais? Porque é que ela não tinha fugido com eles? – interrogava-se o Gato.
Como já estava escuro e o Gato se encontrava agora sozinho no meio da floresta, decidiu ir para sua casa. Já quase a chegar ao esconderijo, o Gato lembrou-se de ir ter com a sua amiga raposa Teodora. Bateu à porta e entrou:
- Teodora?! Sou eu, o Gato Malhado. Estás aí?
- Estou, sim. Entra! Estou aqui na sala. – disse a raposa.
- Então, como estás, Teodora? – perguntou o Gato com um ar ternurento.
- Eu estou sempre bem! Mas conta-me, o que te traz por cá?
- Sabes, querida raposa, é que hoje, ao andar pela floresta, encontrei a dona Andorinha sozinha num ramo de uma árvore. Achei estranho ela não ter fugido com os seus pais e, então, decidi perguntar-lhe o porquê dessa decisão. Então, ela veio-me com uma filosofia de vida que me deixou a pensar…
- Estou a ver… Então e depois?
- Depois, foi-se embora muito misteriosamente. Mas sabes, Teodora, o mais incrível disto tudo é que ela me cativou! Não sei como, em tão pouco tempo! A verdade é que fiquei com vontade de a conhecer melhor. Talvez amanhã a vá procurar. O que me dizes?
- Eu acho que fazes muito bem! - disse a raposa com um ar meiguinho.
- E, então, no dia seguinte, lá foi o Gato Malhado pelo bosque fora à procura da Andorinha Sinhá. Procurou, procurou e procurou, até que a foi encontrar junto a um lago a chorar.
- Porque choras? – perguntou-lhe o Gato muito preocupado.
- A minha vida está toda de pernas para o ar! Estou sem os meus pais, não tenho lar e…
- E?!...
- Não me apetece falar sobre isso…
- Está bem. Tu é que sabes, Andorinha. E é assim: quanto ao lar, podes ficar em minha casa! Eu até agradecia, porque, como deves imaginar, viver sozinho não é muito agradável.
- Obrigada! – exclamou a Andorinha Sinhá, cheia de entusiasmo.
E foi então que tudo aconteceu: com o passar dos dias a Andorinha e o Gato deixaram-se cativar um pelo outro, e,  a cada dia que passava, tornavam-se cada vez mais e mais amigos! Passeavam pelos campos floridos; apreciavam o perfume das flores, que pairava no ar; observavam a lua cheia e cantavam ao luar; brincavam pelo bosque… Tudo corria bem, até ao dia em que a família da Andorinha Sinhá a foi buscar para irem viver para outro lado. A Andorinha não tinha escolha. Tinha mesmo que ir, por muito que lhe custasse… Mas o problema é que ela já não conseguia viver sem o Gato, pois tinha-se afeiçoado bastante a ele, e, embora ela não quisesse admitir, pois era envergonhada e reservada, o que sentia pelo amigo Gato Malhado era mais que uma simples amizade! A relação que se havia estabelecido entre eles era especial e era por isso que a Andorinha não se queria mudar para outro sítio… Mas não era a única a não querer mudar-se… Também o nosso amigo Gato Malhado era contar essa mudança. Também ele estava triste e desolado, por ter de se distanciar da sua tão querida amiga Andorinha Sinhá. E foi graças a toda esta tristeza, pela qual o Gato Malhado se deixou envolver, que ele tomou uma decisão: ir com Sinhá e com a sua família para outro lugar. Como a decisão não podia ser tomada só por ele, o Gato foi falar com a Andorinha:
- Sinhá, eu sei que talvez não seja a melhor altura para falarmos, mas tenho uma coisa para te dizer…
- Estás à vontade, podes dizer.
- É assim, eu tomei uma decisão!
- Que decisão?
- Pronto, eu vou directo ao assunto: vou contigo e com a tua família para onde quer que vocês forem! Já não me imagino a viver sem ti.
- Não, Achas?! Tu não podes abandonar assim tudo de um dia para o outro!
- Mas eu quero, eu quero fazer isto pela nossa amizade. Lembras-te de quando nos conhecemos e eu te perguntei o porquê de não teres ido com os teus pais?
- Sim, lembro. Mas…
- Mas, espera! Tu depois explicaste-me que às vezes temos que fazer escolhas na vida, que nem sempre são as mais acertadas e fáceis. E agora chegou a minha vez. A vez de eu tomar uma decisão, que, embora eu saiba que poderá ser muito arriscada, é a que me vai deixar mais feliz e satisfeito. Quero seguir um novo rumo na minha vida. Quero poder ser feliz contigo, mesmo que isso me faça correr riscos! A minha amizade por ti leva-me a querer ir mais além. E é isso que eu quero fazer: ir contigo, para onde quer que tu vás! Tal como tu, no início, tinhas tomado a decisão de ficares longe dos teus pais, eu agora quero tomar esta decisão. E também te lembras de me dizeres que eu um dia ainda ia perceber toda aquela filosofia? Tinhas toda a razão; hoje eu percebo tudo aquilo que me quiseste dizer e acho que tinha toda a razão…
- Sim, é verdade. Eu acho que por mim e pela minha família não haverá qualquer problema se tu vieres connosco, mas tu é que tens de saber se é mesmo isto que queres. Pelo que tu disseste, parece que sim; no entanto, devias pensar melhor nesta tua escolha, não achas?
- Não, Andorinha, eu tenho a certeza que é mesmo isto que quero!
Bem, caro leitor, e agora consegues adivinhar o que aconteceu? Eu cá consigo: o Gato despediu-se dos seus amigos e pertences e lá foi ele, juntamente com a sua querida amiga Andorinha, para outro sítio começar uma vida nova!
Vitória, vitória, acabou-se a história…
Espero que tenhas gostado, querido leitor. E se quiseres saber o que aconteceu daqui para a frente na nova vida do Gato Malhado e da Andorinha Sinhá, terás que comprar o segundo volume desta colecção…
Mariana Oliveira, n.º 25, 8º D

Recriação 2 da História do Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

[…] A Andorinha Sinhá e o Gato Malhado permaneceram ainda mais uns instantes parados, de olhar fixo um no outro, as bocas não se abriam, mas diziam as coisas mais belas do mundo…
Depois daqueles primeiros instantes, foi o Gato Malhado quem tomou a palavra:
-Sinhá! Estás aqui… Não tens medo de mim como os outros animais!?
-Medo!? Porque haveria de ter medo de ti? Posso  não te conhecer há muito tempo, mas conheço-te o suficiente para saber que és mais inofensivo que uma borboleta e que, se alguma vez cometeste algum erro, não foi por mal.
-Ninguém quer saber se foi ou não sem intenção. Ninguém quer estar comigo e amigos… Nem vê-los! – resmungou o Gato Malhado.
Ao ver o estado em que se encontrava o Gato, a Andorinha sentiu-se no dever de o alegrar:
-Não digas isso! Eu estou aqui e tenciono ser tua amiga! Anda daí, que o pôr-do-sol visto aqui de cima é mágico!
O Gato e a Andorinha passaram o resto desse dia ali, em cima daquele ramo de árvore a falar sobre o que os inquietava, o que os alegrava, os deixava tristes, aborrecidos ou até mesmo furiosos e descobriram que até tinham muitas coisas em comum e isso alegrou-os.
Foi nesse dia de primavera que a mais pura das amizades começou.
A Andorinha Sinhá e o Gato Malhado viviam, o que se chama de uma amizade verdadeira.
Passavam horas sem fim a conversar sobre tudo e mais alguma coisa, faziam longos passeios, o Gato Malhado a gatinhar e a Andorinha Sinhá em voo raso, não fossem eles perderem o rasto. Juntos, visitaram sítios que nunca pensaram existir, sítios tão belos e tão cordiais que pareciam perfeitos, perfeitos demais para existirem. Também viveram muitas aventuras.
Entre a fuga de um canil e as corridas em plena auto-estrada, tiveram tempo para viver loucas e emocionantes aventuras.
Mas a juventude foi passando e com ela foram também a agilidade e vivacidade que tanto os caracterizava.
O amor que sentiam um pelo outro não se desvaneceu, mas a amizade foi-se tornando cada vez mais monótona, chegando ao ponto mesmo, de passarem longos bocados sem nada dizer, como se quisessem falar, mas se sentissem fracos demais para o fazer. A única maneira de se rirem, era  se lhes vinha á cabeça, já velha e desgastada pelos anos, memórias de outros tempos, em que a felicidade e a aventura não acabavam.
O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá eram um casal muito respeitado por todos. Eram considerados um exemplo de como se deve viver a vida e aproveitar cada instante.
Mas certa vez, a Andorinha Sinhá adoeceu gravemente.
Quando o médico Sapo Gabriel chegou para a tratar, logo se apercebeu da verdadeira gravidade da situação.
Sinhá já não conseguia movimentar as asas, fazia um esforço enorme para abrir os olhos e já não tinha forças sequer para comer.
O médico tentou de tudo, mas achou que seria um desperdício de tempo tentar remar contra a corrente. Sinhá estava no leito da morte, mais para lá do que para cá e foi isso que o  médico teve que explicar ao Gato Malhado.
Poucos instantes depois, Sinhá deu o seu último suspiro e depois…Morreu.
O funeral foi lindo. A campa da Andorinha estava coberta de imensas flores de todas as cores, que baloiçavam com o vento, na maior das naturalidades.
Nesse dia, no funeral, toda a vida da Andorinha fora contada e recontada, grande parte dela da boca do próprio Gato Malhado, que recordava assim, emocionado, os melhores momentos da sua vida.
A Andorinha Sinhá morreu realmente, mas o seu exemplo de amor para com o Gato Malhado foi contado de geração em geração e ainda hoje perdura como a mais bela e mais forte história de amor.
ANTÓNIO FANECA, Nº 4, 8ºD

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

RECRIAÇÃO 1 DA HISTÓRIA DO GATO MALHADO E DA ANDORINHA SINHÁ


“O Gato Malhado aspirou a plenos pulmões a Primavera recém-chegada. Sentia-se leve, gostaria de dizer palavras sem compromisso, de andar à toa, até mesmo de conversa com alguém. Procurou mais uma vez com os olhos pardos, mas não viu ninguém. Todos haviam fugido.
Não, todos não. No ramo de uma árvore a Andorinha Sinhá fitava o Gato Malhado e sorria-lhe. Somente ela não havia fugido. De longe seus pais a chamavam em gritos nervosos. E, dos seus esconderijos, todos os habitantes do parque miravam espantados a Andorinha Sinhá que sorria para o Gato Malhado. Em torno era Primavera, sonho de um poeta.”
Jorge Amado – O GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁ

Desde então, a Andorinha e o Gato Malhado ficaram bons amigos. Encontravam-se todos os dias.
Numa manhã bem quente de Primavera, o gato e a andorinha foram passear para a floresta, já que todos os outros animais tinham medo do Gato Malhado.
Pelo meio de um campo de flores iam conversando.
- Por que não tens medo de mim? Todos os outros têm! – Perguntou o gato.
- És feio, é bem verdade, e também tens cara de mauzão, mas não é por isso que vou ter medo – respondeu a andorinha.
- O meu nome é Gato Malhado, porque sou malhado e porque sou gato e tu és andorinha Sinhá porquê?  
- ‘Sinhá’ vem de sonhos, sonhadora e também porque sou bonita e esbelta como a Sinha Jardim –  respondeu a andorinha.
- E nada convencida – pensou o gato para si mesmo.
O gato sentiu-se estranho naquele dia. O seu pequeno coração de gato rancoroso palpitava mais que o costume. Ria-se por tudo e por nada.
- Será? Não pode. Eu? Como é possível? Um gato da minha categoria, que mete medo a toda a gente? Não pode… É tecnicamente impossível. – Pensava ele.
No regresso para casa iam falando de vários assuntos respeitantes ao mundo animal. Chegados a casa da andorinha, o gato diz:
- Adeus, andorinha!
- Adeus, gato! - Respondeu.
Após a entrada da andorinha em casa, o gato decidiu voltar também para a sua.
No caminho para casa o gato deparou-se com uma tabuleta que dizia:
“ Madame Mariana
Tudo vê, tudo sabe.
Pergunte e obterá resposta.”
Intrigado, o gato decidiu entrar.
Ao entrar, ficou pasmado: a Madame Mariana era uma arara com crista amarela e penugem branca, uma espécie de coroa na cabeça e anel na mão direita. Estava sentada a uma mesa com cartas e uma de bola transparente com base castanha , dentro da qual havia raios coloridos.
A tal Madame tinha as mãos na bola e os olhos em branco. Parecia possuída.
- Olá! Esta ai alguém? – Perguntou o gato Malhado.
- Olá, entre, amigo de quatro patas! – respondeu ela, com uma voz meio esganiçada, ou como dizem, de cana rachada.
O gato Malhado, meio atormentado, senta-se e pergunta.
- Como é estar apaixonado? Como sabemos? O que é o amor? Dói?
- O amor é uma coisa sentida, não dói. Estar apaixonado é gostar tanto de uma pessoa que só nos apetece estar com ela, pensamos nela a toda a hora. O amor é capaz de mudar uma pessoa. Para melhor ou para pior. – Respondeu.
O gato, intrigado com tudo o que ouviu, sai e segue o seu caminho para casa.
A casa do gato era negra, escura como as normais casas assombradas, tanto que os outros evitavam por lá passar. No tapete da entrada dizia: “Vão embora!”
Enquanto tomava banho, pensava na andorinha, enquanto se vestia e lavava os dentes, pensava nela. Tudo girava em torno da andorinha Sinhá. Agora o Gato Malhado sabia realmente o que se passava. Ele estava apaixonado.
Noutros dos tantos passeios dados por eles os dois, depararam-se com o Tornado, o cão mais temível dos cães nos quatro cantos do mundo. O maior cão, de olhos assustadores, negros e de olhar vazio.
O gato, para proteger a sua amada, disse:
- Sai daqui, cão!
Não, estou a brincar, não foi isso que se passou. Ao verem o Tornado ambos fugiram. A andorinha pelo ar e o gato a correr. Como o gato não corria muito e era preguiçoso, a andorinha gritou do ar:
- Prepara-te, gato!
- Preparo-me? – pensou o gato.
Antes de poder pensar alguma coisa a andorinha sobrevoou-o e levou-o consigo para os céus. Depois de o agarrar, disse:
- Além de feio, és gordo!
Chegados a um local mais seguro, pousou-o e foi-se embora. O gato ficou incomodado, mas para mostrar à Andorinha Sinhá que conseguia mudar, decidiu começar a emagrecer. Mas não conseguiu.
A Primavera acabara e o gato entristeceu, pois a Andorinha Sinhá tinha de se mudar, mas prometera-lhe que trocavam cartas.
Após a partida da andorinha, o gato mudou totalmente. Era mais feliz, mais sociável, fazia exercício físico e mudou a sua casa. Em vez de negra e escura, era amarela e bem iluminada. O tapete dizia: “Bem-vindo!”.      
O amor do gato pela andorinha tanto durou que mudou completamente o gato.
                                                                                                             
Daniela Gaspar nº13 8ºA

1º Encontro de Escolas Católicas da Diocese de Aveiro

Painéis de Azulejo